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Da fogueira ao brewpub

brewpub - Foto PixabayQuando damos um Google, encontramos que “bar” é um estabelecimento comercial com balcão e pequenas mesas em que se servem bebidas alcóolicas e não alcoólicas e, em geral, são servidos petiscos e outras iguarias.

Mas o bar é muito mais que isso… É um destino que promove o encontro das pessoas… Um templo da diversão, da alegria e também de um pouco de tristeza, pois, assim como a vida, um bar é feito de emoções. É o universo paralelo onde as pessoas brindam e degustam os melhores e mais diferentes sabores, no qual a cerveja, na maioria das vezes, é protagonista.

Mas muito antes do bar, que teve seu nome originado pelo significado de barra em inglês, aquela que fica na base do balcão em que se apoiam os pés, ou ainda pela versão da barra de madeira em que se amarravam os contratos nos saloons do Velho Oeste, o homem se reunia para beber cerveja, comemorar…

A cerveja desde sempre levou às pessoas experiências, sabores e sensações, que, desde o homem das cavernas reunido em volta da fogueira, permitiu promover o que há de melhor da vida: reunirmos e viver momentos de encontro, celebração, alegria e diversão.

Na Babilônia, às margens do Rio Eufrates aonde hoje é a Síria, surgiram as primeiras tavernas, e a cerveja era servida em reuniões, festas e celebrações de vitórias. Isso está narrado no Poema Babilônico, um conjunto de tábuas grafadas que hoje se encontram no Louvre, assim como o Código de Hammurabi, provavelmente o código de leis mais antigo que se tem notícia, que previa pena capital para o dono do estabelecimento comercial que misturasse água na cerveja.

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Na Idade Média, mais precisamente em 1040 d.C., o mosteiro de Weihenstephan, em Freising, na Alemanha, consegue licença para produzir cerveja comercialmente. Como o conhecimento da escrita era de domínio quase exclusivo dos monges, eles eram os únicos que registravam as receitas, estudavam e aprimoravam o processo, possibilitando que os mosteiros assumissem o monopólio da produção, estabelecendo as primeiras confrarias de cerveja.

Enquanto isso, é nas tabernas que a cerveja encontra seus primeiros apreciadores. Clérigos, nobres, mercadores e camponeses se encontravam para planejar revoluções, criar obras artísticas e comemorações, tornando a taberna o grande ponto de encontro da sociedade medieval, e a cerveja o agente de integração social.

Ou seja, através dos tempos, desde a fogueira, os bares, tavernas, pubs, botequins, botecos e afins funcionaram como verdadeiras redes sociais, eficientes no objetivo de reunir as pessoas.

Como acreditamos que Cervejar é bom em todo lugar, mas que no bar fica ainda melhor, resolvemos criar uma seção chamada Cervejar.nobar que falará tudo sobre os bares, desde do Ye Olde Fighting Cocks, na cidade de St Albans na Inglaterra, o mais antigo bar em funcionamento, fundado em 1539, até os brewpubs que, nos Estados Unidos no final dos anos 60, influenciados pela contracultura aonde as pessoas começaram a buscar por opções de consumo artesanais resgatando as tradições de produção, começaram a produzir a cerveja que vendiam, o que com certeza fez deles os grandes responsáveis pela explosão da cerveja artesanal no mundo.

Para começar, semana que vem temos uma matéria mapeando e contando tudo sobre os brewpubs de São Paulo.

Fique ligado no Cervejar.nobar. Toda quinta-feira no ar pra você.

Sobre por Redação

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