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Cervejarias artesanais brasileiras conquistaram importantes prêmios em 2019

No Concurso Brasileiro de Cervejas 2019, o destaque ficou por conta da Backer, de Minas Gerais, que foi escolhida a cervejaria do ano na categoria grande porte

Para uns foi um ano bom, para outros nem tanto. Mas, em2019, as cervejas artesanais deram o que falar na preferência de quem aprendeu a saborear uma bebida tão especial quanto diferenciada. Houve muitos concursos que serviram como prova de reconhecimento ao requinte dos mais variados rótulos comercializados no Brasil e até no exterior. Selecionamos algumas das principais conquistas de um setor que registra pelo menos mil fabricantes ou mais no território nacional. O crescimento é de 20% ao ano – três unidades instaladas todo dia – segundo pesquisa da Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal).

Um dos maiores destaques da temporada é a Backer, que trouxe do Chile o título de melhor cervejaria continental na Copa Cervezas de America, uma das mais importantes disputas internacionais do gênero. A empresa de Belo Horizonte ainda contabilizou quatro medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze em diversos estilos. Antes, levou para Minas Gerais o prêmio de melhor fabricante de grande porte no Concurso Brasileiro de Cervejas, em Blumenau. Também ganhou como a melhor cervejaria no item grande porte do País no Concurso Brasileiro de Cervejas e de melhor do mundo no World Beer Awards de Londres através da marca Bernardyńskie. A diretora de marketing Paula Lebbos comemorou como nunca os novos degraus da Backer inaugurada em 1998. O lançamento das artesanais ocorreu só em 2005.

Enquanto isso, a Cervejaria Antuérpia, de Matias Barbosa (MG), igualmente se impôs no World Beer Awards através da Quintal Jabuticaba (bronze na categoria), uma Catharina Sour reconhecida como genuinamente brasileira pelo Beer Judge Certification Program (BJCP). Outra é a Nikita Cherry Hickey (ouro), uma Russian Imperial Stout, à base de lactose, cacau e cereja, uma das grandes apostas da Antuérpia, segundo Saulo Oliveira, diretor comercial da companhia, que ressalta os inúmeros troféus levantados pela Nikita em competições do mais alto nível.

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Já a Rock me Baby, uma das vedetes da Antuérpia, é ouro no Mondial de La Bière de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trata-se de uma American Barley Wine – forte, escura, de coco queimado e baunilha, envelhecida em barril de Bourbon. A edição é limitada e o próximo lote sai em janeiro de 2020. Qual é a receita do sucesso? O cervejeiro João Cleber Gonçalves e o mestre Giancarlo Vitale atribuem a performance ao bom desempenho de um grupo de trabalho comprometido. É, como exemplifica Vitale, a força do conjunto. Saulo, um dos capitães do time, sempre investiu em pesquisas. A estrutura da Antuérpia produz 23 estilos e guarda 17 troféus – 13 deles em 2019. “Não falta dedicação”, afirma Saulo.

COLECIONADORA
Bastaram apenas dois anos de funcionamento para que a Cruls, do Distrito Federal, assumisse o charme de quem obteve prêmios do mais elevado conceito no Brasil e no cenário internacional – 19 no total. Na capital, há cerca de 30 cervejarias de puras raízes brasilienses, como indicam dados da Abracerva, a entidade nacional do setor. A Cruls detém 13 rótulos e sete prêmios em 2019 – três no World Beer Awards (em Londres), dois na II Copa Cerveja Brasil em Vitória (ES) e dois na Copa Cervezas de America, em Santiago do Chile. Mais duas brasilienses mandaram bem: a Sartori pela Dry Stout (Classic Irish Style Dry Stout) e a Hop Capital Beer (prata pela Coronado (categoria Export-Style Stout) e o bronze pela Trigo do Cerrado (categoria South German-Style Kristal Weizen).

GANHADORES
No Concurso Brasileiro de Cervejas 2019, o destaque ficou por conta da Backer, de Minas Gerais, que foi escolhida a cervejaria do ano na categoria grande porte (produção a partir de 100 mil litros por mês). No médio porte (de 10 mil a 100 mil litros), o prêmio foi para a Cathedral, do Paraná, e no pequeno porte (até 10 mil litros por mês) o título ficou com a Suricato Ales, do Rio Grande do Sul.

No The Best of Show, que elege as melhores cervejas, mais cinco prêmios e com domínio gaúcho: na categoria comercial para grande porte, melhor para a Tupiniquim com a cerveja Funky Sour, um estilo mixed-culture brett beer. No médio porte, quem levou vou a Unika, com uma Catharina Sour com ameixa e laranja. Entre as cervejarias de pequeno porte, quem ganhou o The Best Of Show foi a Salvador Brewing Co., também do Rio Grande do Sul, com a Sour Pepino, uma field beer.

Nas experimentais, venceram a Salva Craft Beer, com uma international-style pilsener, e a Donner Craft Beer, com uma strong pale ale. Ambas são gaúchas. No total do concurso deste ano foram distribuídas 255 medalhas, sendo 72 de ouro, 93 de prata e 90 de bronze. Rio Grande do Sul foi o estado com maior número de medalhistas (68), seguido por São Paulo (50) e Santa Catarina (47).

Sobre Redação Hugo Cilo

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