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14 coisas que talvez você não saiba sobre a cerveja no Brasil

Guerras, invasão, união de gigantes, abstinências cruéis. Teve de tudo nesses quase cinco séculos de história da cerveja no Brasil. Confira os principais momentos desse passado recente e melhore muito o seu papo de boteco, em torno de uma artesanal!

1 – Holandeses começam tudo

O Brasil deve ao invasor holandês Maurício de Nassau a chegada da cerveja ao país. Quando aportou no litoral do Recife em 1637, ele trouxe na comitiva o cervejeiro Dirck Dicx. Três anos depois, uma residência chamada La Fontaine foi convertida na primeira cervejaria brasileira. A festa durou até 1654, quando os holandeses foram expulsos e levaram a cervejaria consigo. Não se sabe exatamente qual tipo de cerveja eles faziam por aqui, mas, como os homens são da terra de Heineken e Amstel, provavelmente era uma lager.

 

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2 – O embaço português

Dom João VI - Foto Reprodução

Apesar de apreciadores da bebida, os portugueses se dividiam entre permitir a fabricação na colônia ou manter o mercado para o vinho que produzia e para a cachaça, já disseminada no Brasil. Grande apreciador de cerveja, Dom João VI resolveu acabar com a celeuma e, a partir de 1808, abriu os portos brasileiros para as cervejas importadas, basicamente da Inglaterra. Ou seja, os bebedores da época se habituaram a apreciar ales.

 

3 – Uma canetada infeliz

Por volta de 1830, a Coroa aumentou os impostos sobre artigos importados da Inglaterra. Com os preços nas alturas, só os milionários da época se permitiam comprar uma garrafinha de vez em quando.

 

4 – Fim da crise de abstinência

Se não podia trazer de fora, alguns pioneiros resolveram produzir cerveja em território nacional. Em 1836, já surgia no Rio de Janeiro a Cervejaria Brasileira. Depois vieram as casas criadas pelos imigrantes Henrique Schoenbourg (SP, 1840), Georg Heirich Ritter (RS,1846), Henrique Leiden (RJ, 1848), Vogelin & Bager (RJ, 1848), João Bayer (RJ, 1849), Gabriel Albrecht Schmalz (SC, 1852), Henrique Kremer (RJ, 1853) e Carlos Rey (RJ, 1853).

 

5 – A sobrevivente

Rótulo clássico da cerveja Bohemia - Foto Divulgação

A cervejaria fundada por Henrique Kremer no Rio de Janeiro é a Bohemia, primeira cerveja imperial do Brasil e produzida até os dias que correm.

 

6 – Os primeiros rótulos

As primeiras marcas de cervejas nacionais foram Logos, Guarda Velha, Gabel, Vesosso, Stampa, Olinda e Leal da Rosa.

 

7 – Separação de bens

Dois fabricantes que iriam dominar o mercado por décadas surgem no final do século 19. Em 1888, no Rio de Janeiro, nasce a Brahma. Um ano depois, em São Paulo, é fundada a Antarctica, que, curiosamente, nasceu como fábrica de gelo e passou a produzir cerveja.

 

8 – Sob pressão

Algumas das primeiras cervejas produzidas no Brasil eram chamadas genericamente de “marca barbante”. Por conta das técnicas rudimentares de produção e a falta de controle na fermentação, a pressão no interior da garrafa assumia proporções explosivas. Assim, era necessário tapar as garrafas com rolhas reforçadas por barbante.

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9 – Faça cerveja, não faça a guerra

Com a primeira metade do século 20 tomada por conflitos mundiais, insumos que vinham do Velho Mundo pararam de chegar. Assim, além de a produção ter entrado em declínio, alguns ingredientes que desrespeitam a Lei de Pureza Alemã ganharam espaço nas nossas receitas.

 

10 – A retomada

Lata antiga de Skol - Foto Mercado Livre

Com a situação do mundo relativamente estabilizada e como a Guerra Fria pouco afetava as nossas geladas, a indústria cervejeira nacional ganha novo impulso. Em 1966, surge a Cerpa. Logo depois, é fundada a então inovadora Skol, que, a partir de 1971, introduz as latas como reservatório para a bebida.

 

11 – Beba melhor

Dado Bier - Foto Divulgação

Inspiradas pelo movimento cervejeiro que rolava nos EUA, surgem a gaúcha Dado Bier, em 1995, e a ribeirão-pretana Colorado, no ano seguinte. Na esteira delas começam a proliferar microcervejarias. É o big bang das artesanais no Brasil.

 

12 – Campeões nacionais

Ambev - Foto Divulgação

Em 1999, acontece a fusão entre a Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma. Surge a Ambev, que depois se juntaria à belga Interbrew. Com o nome de ImBev, a partir de 2014 a empresa tornou-se a maior produtora de cerveja do mundo.

 

13 – Produz mais do que bebe

O Brasil hoje é o terceiro maior produtor mundial de cerveja. No ranking do consumo per capita, o país ocupa a 17ª posição, mas vem subindo ano a ano. Os dez primeiros colocados são República Tcheca (143 litros por pessoa/ano), Áustria (108), Alemanha (107), Irlanda (94), Polônia (89), Bélgica (81), Austrália (80), Espanha (78) e Reino Unido (77).

 

14 – Não para de crescer

Ao ritmo de duas novas fábricas a cada três dias, o Brasil superou a marca de mil cervejarias neste ano.

Sobre por Redação

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